Mais de 6 mil exoplanetas já foram confirmados pelo Exoplanet Archive da NASA (2025), mas apenas uma parcela deles reúne condições consideradas fundamentais para a presença de organismos vivos. Entre esses requisitos estão órbita na zona habitável, atmosfera estável, rotação adequada e uma estrela anfitriã pouco agressiva. Quatro mundos reúnem, hoje, os indícios mais sólidos.
Proxima Centauri b
Onde fica: 4,2 anos-luz da Terra, orbitando a anã vermelha Proxima Centauri.
Características: planeta rochoso com massa 1,17 vez a da Terra e posicionado na zona habitável da estrela.
Potencial de vida: a curta distância e a órbita favorável podem manter água líquida, desde que exista uma atmosfera capaz de redistribuir calor entre o lado diurno e o noturno.
Desafios: Proxima Centauri emite intensas rajadas de radiação ultravioleta e raios X. Sem campo magnético robusto, a atmosfera pode ter sido erodida, inviabilizando condições de superfície.
TRAPPIST-1e
Onde fica: 40 anos-luz de distância, quarto planeta do sistema TRAPPIST-1.
Características: tamanho, densidade e fluxo de radiação semelhantes aos da Terra; provável rotação sincronizada.
Potencial de vida: dados dos telescópios Spitzer e James Webb apontam núcleo metálico e temperaturas amenas, além de iluminação parecida com a terrestre.
Desafios: erupções frequentes da anã vermelha TRAPPIST-1 podem dificultar a retenção de atmosfera, e a rotação fixa cria extremos de temperatura.
Kepler-186f
Onde fica: 500 anos-luz na constelação de Cygnus, descoberto pela missão Kepler.
Características: diâmetro 10% maior que o da Terra, situado na zona habitável de uma anã vermelha relativamente estável.
Imagem: NazariiNeshcherenskyi
Potencial de vida: foi o primeiro planeta de tamanho terrestre identificado nessa faixa, demonstrando que mundos similares são comuns.
Desafios: localiza-se no limite externo da zona habitável, possivelmente mais frio. A ausência de dados atmosféricos impede conclusões firmes.
K2-18b
Onde fica: 124 anos-luz, orbitando a anã vermelha K2-18 na constelação de Leo.
Características: classificado como super-Terra ou mini Netuno; raio 2,6 vezes maior que o da Terra; atmosfera rica em hidrogênio.
Potencial de vida: observações do Telescópio Espacial James Webb detectaram vapor d’água, dióxido de carbono e possível sulfeto de dimetila (DMS), sugerindo um “mundo Hycean” com oceano global.
Desafios: a camada espessa de hidrogênio implica pressões e temperaturas altas que podem tornar a superfície hostil; os sinais químicos ainda aguardam confirmação independente.
As investigações continuam com instrumentos como o próprio James Webb, o Extremely Large Telescope (ESO) e o futuro LUVOIR (NASA/ESA), que buscarão bioassinaturas — gases como oxigênio, metano e ozônio — nas atmosferas desses e de outros exoplanetas.
Com informações de WizyThec

