Um exame de sangue desenvolvido pela empresa norte-americana Quanterix alcançou de 94% a 96% de eficácia na distinção entre pessoas com e sem Alzheimer, segundo estudo brasileiro divulgado na revista Molecular Psychiatry.
A pesquisa foi conduzida por especialistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com 59 pacientes atendidos no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os resultados foram comparados ao padrão ouro de diagnóstico — a análise do líquor — e mostraram desempenho semelhante, porém com custo e invasividade muito menores.
Menos invasivo e até 10 vezes mais barato
O novo teste necessita apenas de uma amostra de plasma para identificar quantidades mínimas da proteína tau por meio de equipamentos ultrassensíveis. Estima-se que o procedimento custe cerca de dez vezes menos que exames de imagem, como o PET-CT cerebral, hoje orçado em até R$ 10 mil. Diferentemente da punção lombar exigida para coleta de líquor, o método sanguíneo é considerado simples e de baixa complexidade.
Próximos passos da pesquisa
Para validar a tecnologia em larga escala, os pesquisadores planejam avaliar 3 mil voluntários em dez cidades do Rio Grande do Sul. O projeto, orçado em aproximadamente R$ 20 milhões, deve durar 24 meses. Caso a eficácia seja confirmada, será encaminhado pedido de aprovação à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso clínico do teste no país.
Imagem: joel bubble ben
Com informações de WizyThec

