O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, por meio da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), lançou o programa Track at Big Distances With Track-Before-Detect (TBD2) para monitorar objetos que circulam entre a Terra e a Lua. A iniciativa amplia a cobertura do sistema de rastreamento norte-americano e busca reforçar a segurança no chamado espaço cis-lunar.
Como funcionará o TBD2
O projeto prevê o uso de sensores ópticos combinados a algoritmos avançados capazes de processar dados a bordo das próprias espaçonaves. De acordo com a DARPA, a tecnologia deverá identificar objetos com diâmetro entre 10 e 20 centímetros a distâncias que variam de 200 mil a 400 mil quilômetros.
Para alcançar esse desempenho, duas plataformas independentes devem levar os equipamentos:
- Uma sonda posicionada no Ponto de Lagrange 1 Sol-Terra, cerca de 1,5 milhão de quilômetros do planeta;
- Outra além das órbitas geossíncronas, cobrindo o “corredor” Terra-Lua.
Esses pontos oferecem estabilidade gravitacional, permitindo observações prolongadas com baixo consumo de combustível e garantindo vigilância contínua sobre qualquer objeto que transite pela região lunar.
Interesse militar e corrida à Lua
A iniciativa surge em meio ao aumento de missões científicas e comerciais rumo à Lua. A NASA planeja enviar astronautas com a Artemis 3 em 2027, enquanto a China anunciou a intenção de pousar tripulação até 2030. Em audiência no Senado dos EUA, o ex-administrador da agência espacial, Jim Bridenstine, afirmou ser “altamente improvável” que o cronograma norte-americano supere o chinês caso nada seja alterado.
Imagem: Divulgação
Além da DARPA, a Força Espacial dos EUA e o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea desenvolvem sistemas de propulsão e de monitoramento para ampliar a consciência situacional no espaço cis-lunar, reforçando a importância estratégica do entorno lunar.
Com informações de WizyThec

