Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Swansea, Universidade de Lincoln e Universidade Ariel concluiu que imagens de pessoas reais geradas por inteligência artificial (IA) são quase impossíveis de distinguir de fotografias autênticas.
Quatro testes, resultados semelhantes
Ao longo de quatro experimentos, os cientistas utilizaram os modelos ChatGPT e DALL-E para criar retratos sintéticos de celebridades e de indivíduos fictícios. Mesmo participantes familiarizados com os rostos avaliados acertaram pouco ao tentar apontar o que era real ou artificial.
Em uma das etapas, voluntários dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia analisaram uma série de imagens misturadas. A maioria errou na identificação da origem das fotos. Em outro teste, foram apresentados retratos verdadeiros de astros de Hollywood, como Paul Rudd e Olivia Wilde, ao lado das versões produzidas por IA; novamente, o índice de confusão foi alto.
Familiaridade não ajudou
De acordo com Jeremy Tree, da Escola de Psicologia da Universidade de Swansea, nem a comparação direta com outras fotos nem o conhecimento prévio dos rostos foi suficiente para melhorar o desempenho dos participantes. “Precisamos urgentemente encontrar novas maneiras de detectar falsificações”, afirmou o pesquisador em comunicado.
Riscos e usos indevidos
A mesma tecnologia que permite criar arte ou aprimorar efeitos visuais também facilita práticas potencialmente prejudiciais, como:
Imagem: Reprodução
- produção de imagens falsas de celebridades apoiando produtos ou políticos;
- propagação de campanhas de desinformação com fotos aparentemente legítimas;
- dificuldade crescente de verificação da autenticidade de registros visuais;
- impacto na credibilidade da mídia e de investigações jornalísticas.
Enquanto ferramentas automáticas de detecção ainda estão em desenvolvimento, os autores recomendam que o público mantenha uma postura crítica diante de imagens “perfeitas demais”.
Com informações de WizyThec

