São Paulo, 5 de dezembro de 2025 – Um levantamento da Universidade de Lund, na Suécia, indica que um número crescente de pessoas vem reagindo de forma negativa a ambientes naturais, fenômeno conhecido como biofobia.
A pesquisa, publicada na revista Frontiers in Ecology and the Environment, analisou quase 200 estudos realizados em países como Suécia, Japão e Estados Unidos. O objetivo foi identificar como a biofobia surge, quais consequências provoca e que medidas podem conter o avanço da repulsa ao mundo natural.
Como a biofobia se manifesta
De acordo com o autor principal, Johan Kjellberg Jensen, a ciência costumava tratar a relação entre seres humanos e natureza como intrinsicamente positiva. O novo trabalho mostra, porém, que medo, desconforto ou repulsa diante de animais, plantas e paisagens verdes estão se tornando mais comuns.
O estudo relaciona essas emoções negativas a fatores externos, como urbanização acelerada, escassez de áreas verdes e narrativas midiáticas, e também a fatores internos, como condições de saúde e traços emocionais individuais. Os pesquisadores observam ainda uma queda gradual na conexão afetiva com o meio ambiente ao longo do tempo.
Recomendações para reverter a tendência
Para quebrar esse ciclo, Jensen sugere ampliar a exposição cotidiana à natureza, especialmente em centros urbanos. Entre as ações propostas estão fortalecer a biodiversidade nas cidades e criar espaços verdes que ofereçam experiências positivas desde a infância.
Imagem: Evgeny Atamanenko
Os autores defendem que compreender os mecanismos da biofobia é essencial para formular políticas capazes de recuperar o vínculo entre pessoas e natureza, evitando obstáculos a iniciativas de conservação e sustentabilidade.
Com informações de WizyThec

