Estruturas gigantes no manto sugerem pistas sobre a origem da vida na Terra

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Um estudo publicado na revista Nature Geoscience identificou duas enormes “poças de lava” presas ao núcleo terrestre, a cerca de 2.900 km abaixo da superfície, que podem ajudar a explicar como a Terra se formou e se tornou habitável.

Quem descobriu e o que foi encontrado

A pesquisa é liderada por Yoshinori Miyazaki, geodinamicista da Universidade Rutgers (EUA). Ele e sua equipe analisaram dados de ondas sísmicas que desaceleram significativamente quando atravessam essas massas, revelando uma composição diferente do restante do manto. As formações estão localizadas sob o Oceano Pacífico e sob o continente africano, cada uma com dimensões comparáveis às de um continente.

Por que a descoberta desafia modelos atuais

Modelos clássicos de evolução planetária indicam que estruturas desse tipo não deveriam ter sobrevivido desde os primórdios da Terra, quando o planeta era coberto por um vasto oceano de magma. Segundo Miyazaki, as poças não são “anomalias aleatórias”, mas relíquias que conservam informações sobre a história mais antiga do planeta.

Como o núcleo pode ter influenciado o processo

Simulações de alta resolução sugerem que silício e magnésio teriam escapado do núcleo para o manto logo após a solidificação do oceano de magma. Essa migração química teria causado um resfriamento desigual, deixando blocos antigos preservados. Os pesquisadores defendem que a interação núcleo-manto desempenhou papel decisivo na formação da atmosfera, na atividade vulcânica e, consequentemente, nas condições que viabilizaram o surgimento da vida.

Outras pistas sobre a Terra primitiva

Em maio, outro artigo na revista Nature Ecology & Evolution descreveu um experimento conduzido por cientistas alemães que recriou em laboratório um “jardim químico” semelhante a fontes hidrotermais submarinas. O objetivo foi simular ambientes quentes e ricos em ferro e hidrogênio, onde formas de vida simples poderiam ter prosperado sem depender da luz solar.

Juntas, as duas pesquisas reforçam a importância das interações profundas do planeta para compreender as origens da vida.

Com informações de WizyThec

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