A Estação Espacial Internacional (ISS) completou nesta segunda-feira, 2 de novembro, 25 anos de ocupação ininterrupta. O laboratório orbital recebeu sua primeira equipe em 2000, formada pelo astronauta norte-americano William Shepherd e pelos cosmonautas russos Yuri Gidzenko e Sergei Krikalev.
Desde então, a plataforma nunca ficou vazia. Até 13 pessoas já dividiram o espaço simultaneamente, totalizando 290 visitantes de 26 nacionalidades ao longo de um quarto de século. Aproximadamente 40% de todos os seres humanos que foram ao espaço passaram algum período na ISS.
Laboratório em órbita
Com quase 200 instalações de pesquisa, a estação abriga estudos que vão de física básica e astronomia a saúde humana e cultivo de plantas. Os próprios ocupantes servem de objeto de pesquisa, gerando dados sobre adaptação social e fisiológica à microgravidade. Somado o tempo de permanência de cada tripulante, a ISS acumula quase 127 anos de experiência humana contínua no espaço.
O interior do complexo, funcional e repleto de cabos, carece de chuveiros, cozinhas completas ou áreas de lazer. Ainda assim, astronautas personalizam o ambiente com fotos, lembranças e pequenas celebrações, seguindo rotinas rígidas definidas pelo Centro de Controle da Missão.
Convivência e organização
A estrutura é dividida por módulos administrados por diferentes agências: a NASA controla o Harmony e outros três compartimentos; a ESA coordena o Columbus; a JAXA, o Kibō; e a Roscosmos, o Zvezda, entre outros. Cada organismo responde a seus financiadores, o que influencia a organização interna do maior e mais caro projeto de construção da história.
Imagem: NASA
Para questões práticas, a tripulação cria soluções improvisadas: bancadas de manutenção viram armários com velcro, enquanto kits de higiene são adaptados à ausência de armários convencionais.
Fim da linha à vista
O ciclo operacional da ISS se aproxima do encerramento. A NASA e parceiros planejam desativar o complexo por volta de 2030, conduzindo uma reentrada controlada na atmosfera até 2031. A manobra deve direcionar destroços a uma área remota do Oceano Pacífico, reduzindo riscos a regiões habitadas. A expectativa é que futuras estações privadas assumam parte das pesquisas realizadas atualmente no laboratório orbital.
Com informações de WizyThec

