Um método de emagrecimento que concentra todas as calorias do dia em apenas uma refeição, conhecido como OMAD (sigla em inglês para One Meal a Day), tem ganhado adeptos, mas preocupa médicos e nutricionistas.
Restrição extrema
Na prática, quem adota o protocolo limita a alimentação a uma curta janela ou pula refeições em dias alternados. Especialistas classificam a estratégia como uma forma mais severa de jejum intermitente.
Evidências científicas
Pesquisa publicada na revista Frontiers in Physiology indicou que, embora a abordagem possa favorecer perda de peso e redução de gordura corporal no curto prazo, os participantes apresentaram leve diminuição da massa muscular e da densidade óssea.
Segundo os autores, manter esse padrão por longos períodos pode comprometer a força, elevar o risco de fraturas e acelerar problemas já comuns no envelhecimento, como osteopenia.
Dificuldade de atingir necessidades diárias
Com apenas um prato ao dia, garantir doses adequadas de proteínas, fibras, vitaminas e minerais torna-se mais difícil. Deficiências de cálcio, ferro e iodo, além de constipação e desequilíbrio intestinal, estão entre as consequências observadas.
Imagem: Nok Lek Travel Lifestyle
Grupos de risco
Profissionais de saúde desaconselham o OMAD para crianças, gestantes, lactantes e pessoas com histórico de transtorno alimentar. A restrição pode desencadear episódios de compulsão ou intensificar comportamentos alimentares disfuncionais.
Apesar de alguns resultados positivos quando o plano é acompanhado por especialistas e seguido por tempo limitado, a maioria dos especialistas considera que os riscos superam os benefícios em uso prolongado ou sem supervisão profissional.
Com informações de WizyThec

