Um diamante com duas tonalidades bem definidas — metade rosa e metade branco-acinzentado — foi retirado da mina Karowe, em Botsuana. A informação foi confirmada pelo Gemological Institute of America (GIA), que classificou a joia como extremamente rara.
A pedra pesa 37,4 quilates e mede aproximadamente 24,3 mm de comprimento, 16 mm de largura e 14,5 mm de espessura. De acordo com os especialistas do GIA, o cristal teria se formado em duas fases distintas, processo que resultou nas zonas de cor diferentes.
Formação em profundidade extrema
Diamantes se originam a mais de 160 km abaixo da superfície da Terra, no manto, onde pressões e temperaturas elevadas ligam átomos de carbono. Posteriormente, erupções vulcânicas rápidas podem levar essas gemas até camadas mais rasas, preservando sua estrutura.
Por que o diamante é rosa?
Segundo o GIA, diamantes ganham cor quando impurezas químicas ou radiação alteram sua rede cristalina — fenômeno considerado incomum, já que poucos elementos se encaixam na estrutura. No caso dos diamantes rosa, a tonalidade costuma surgir de deformações internas causadas por grandes pressões geológicas.
Duas cores, duas histórias
Para que um diamante apresente duas zonas cromáticas, é necessário que o cristal passe por mudanças em momentos diferentes. Os analistas acreditam que a parte rosa se formou primeiro, sofrendo compressão suficiente para alterar sua cor, enquanto a metade branco-acinzentada se agregou depois, permanecendo inalterada pelas mesmas condições de temperatura e pressão.
Imagem: cinecycle
O achado reforça a raridade dos diamantes bicolores e amplia o interesse científico sobre os processos que geram colorações distintas em uma única pedra preciosa.
Com informações de WizyThec

