Quase um milhão de toneladas em capacidade de reciclagem de plástico foram perdidas na Europa e no Reino Unido desde 2023, desencadeando o maior colapso já registrado pelo setor.
A estimativa é da organização Plastic Recyclers Europe, que alerta para a substituição da indústria local por importações consideradas insustentáveis caso não haja intervenção política rápida.
Fechamentos em série
Nos últimos dois anos, grandes recicladoras como Biffa, Viridor e Veolia encerraram operações em diferentes países europeus. Paralelamente, Borealis e Dow abandonaram planos de construir novas plantas no continente.
James McLeary, diretor da divisão de polímeros da Biffa, afirma que custos elevados de energia e mão de obra, somados à concorrência do plástico virgem e do material reciclado importado da Ásia, tornaram 2024 o ano “mais desafiador” para o ramo.
Exportação britânica em alta
Em meio à crise, o Reino Unido enviou ao exterior 600 mil toneladas de resíduos plásticos em 2024, volume 5% maior que o de 2023.
Steve Morgan, da organização britânica RECOUP, afirma que o setor está “à beira do fim” e defende a criação de um sistema único de certificação, além da redução das exportações.
Imagem: Kwangmoozaa Shutterstock
Reformas previstas
O Departamento de Meio Ambiente do Reino Unido declarou que mudanças regulatórias e um programa de devolução de garrafas, previsto para 2027, devem fortalecer o mercado interno de reciclagem.
Sinais de resistência
Apesar do cenário negativo, há investimentos em curso. A Enviroo destinou £58 milhões para erguer uma nova planta no norte da Inglaterra, enquanto empresas como a Plastic Energy apostam em tecnologias avançadas para transformar resíduos em novos materiais.
Sem medidas imediatas, entidades do setor temem que a Europa perca espaço para o plástico virgem de origem estrangeira, comprometendo metas ambientais e empregos. Até lá, o futuro da reciclagem de plástico no continente segue incerto.
Com informações de WizyThec

