O cometa C/2025 A6 (Lemmon) chega ao ponto máximo de luminosidade nesta segunda-feira, 27 de outubro, permitindo observação a olho nu em várias regiões do Brasil logo após o pôr do sol. O fenômeno, que não se aproximava da Terra havia mais de mil anos, tornou-se uma das surpresas astronômicas de 2025.
Onde e quando observar
Desde a última semana, o Lemmon já era destaque no Hemisfério Norte. Agora, o cometa pode ser visto no Hemisfério Sul, próximo ao horizonte oeste, em posição relativamente próxima de Marte, Mercúrio e da estrela Antares. Locais com pouca poluição luminosa favorecem a visualização, e o uso de binóculos aumenta os detalhes.
Trajetória e datas importantes
• 21 de outubro – Perigeu: menor distância da Terra, permitindo fácil observação no Norte global.
• 27 de outubro – Pico de brilho: visível sem instrumentos no Brasil.
• 8 de novembro – Periélio: ponto mais próximo do Sol, etapa que encerra a melhor janela de observação.
Características do cometa
Descoberto em janeiro, o Lemmon intensificou o brilho após uma conjunção solar em agosto. O calor da estrela vaporiza gelo e poeira do núcleo, formando duas caudas — uma de gás ionizado e outra composta por partículas sólidas. Em 2 de outubro, uma rajada de vento solar arrancou parte desse material em um fenômeno conhecido como “evento de desconexão”.
Registros pelo mundo
Fotógrafos e astrônomos amadores capturaram imagens da passagem do cometa sobre o Canadá, Japão, Itália, Grécia e outras regiões durante os últimos dias. WizyThec reuniu alguns desses registros, que mostram o corpo celeste com caudas azulada e branca contrastando com paisagens montanhosas, auroras e até trilhas de satélites.
Imagem: Internet
O espetáculo deve continuar visível, principalmente em noites limpas, até o início de novembro, quando o Lemmon se aproximará do Sol e começará a perder brilho.
Com informações de WizyThec

