São Paulo, 13 de outubro de 2025 – O cometa C/2025 A6 (Lemmon) passou de objeto discreto a destaque do ano após registrar um salto inesperado de brilho e agora desponta como o mais luminoso de 2025. A aproximação máxima da Terra ocorre entre 12 de outubro e 2 de novembro, com brilho estimado em magnitude 3,7, suficiente para ser visto a olho nu em locais escuros.
De ponto fraco a espetáculo celeste
Descoberto em 3 de janeiro de 2025, o Lemmon surgiu como um ponto de luz quase imperceptível. Projeções iniciais indicavam brilho máximo de magnitude 9. No entanto, após ficar oculto atrás do Sol, o corpo celeste reapareceu em agosto com atividade intensa: a magnitude subiu de 16,5 para 9 em cerca de um mês. Estimativas atuais apontam possibilidade de atingir magnitude 3,7 ou até mais.
Melhor visibilidade no Hemisfério Norte
A órbita inclinada e retrógrada favorece observadores do Hemisfério Norte. Nessas latitudes, o cometa pode tornar-se circumpolar, permanecendo acima do horizonte durante toda a noite. O período ideal vai do fim de outubro ao início de novembro, logo após o anoitecer.
Condições para o Hemisfério Sul
No Brasil, a observação será mais difícil durante o pico de brilho, pois o objeto aparecerá baixo no horizonte e competirá com a luz do crepúsculo. A situação melhora a partir de meados de novembro, quando o Lemmon migra para constelações mais ao sul. Mesmo assim, continuará próximo ao horizonte oeste, exigindo locais sem obstáculos e com pouca poluição luminosa. O uso de binóculos é recomendado.
Dicas de astrofotografia
Quem pretende registrar a passagem do Lemmon deve considerar que o cometa só retornará em cerca de 1.154 anos, após ter seu período orbital encurtado em interação recente com Júpiter. A plataforma Starwalk Space sugere ajustes de captura conforme o equipamento:
Imagem: Mark Wloch via Spaceweather.com
- Smartphone + tripé: modo Noturno ou Astrofotografia; ISO 1600–3200; exposição de 5–10 s.
- Câmera DSLR/mirrorless + tripé: lentes 85–135 mm; exposição de 5–10 s para evitar rastros estelares.
- Câmera + rastreador estelar: exposições de 30–120 s, revelando detalhes finos da cauda.
Aplicativos como Stellarium, Star Walk ou Sky Safari auxiliam na localização exata do corpo celeste. Como os cometas são imprevisíveis, é aconselhável acompanhar atualizações de brilho e posição.
Com informações de WizyThec

