O cometa 3I/ATLAS, terceiro objeto interestelar já registrado, atinge nesta quarta-feira (29) seu periélio, a 1,36 unidade astronômica (UA) – cerca de 204 milhões de quilômetros – do Sol.
Descoberto em julho deste ano em imagens do coronógrafo CCOR-1, a bordo do satélite norte-americano GOES-19, o corpo celeste é considerado de alta relevância científica por trazer informações sobre sistemas planetários fora da Via Láctea.
Periélio às 8h47 (horário de Brasília)
Dados do Jet Propulsion Laboratory (JPL) da NASA indicam que o momento exato de maior aproximação ocorre às 8h47. No periélio, a radiação solar faz o gelo do núcleo sublimar rapidamente, liberando poeira e formando a coma e a cauda que tornam o cometa mais visível da Terra.
Ainda que submetido a forte calor, o 3I/ATLAS permanece afastado o suficiente para evitar destruição completa. Para comparação, Mercúrio orbita a 0,39 UA (58,3 milhões de km) da estrela. Especialistas avaliam que possíveis fissuras no núcleo, caso existam, devem ser pequenas.
Visibilidade após a passagem pelo Sol
Conforme o guia InTheSky.org, o cometa volta a ser visto a olho desarmado a partir de 3 de novembro, no céu matutino, cerca de 9° acima do horizonte leste. Entre 3 e 17 de novembro, o objeto permanecerá na Constelação de Virgem, subindo aproximadamente três graus e surgindo cerca de dez minutos mais cedo a cada madrugada.
Imagem: CCOR
Próximos encontros celestes
O próximo marco importante na trajetória do visitante interstelar ocorrerá em 19 de dezembro, quando ele chegará a 1,80 UA (aproximadamente 269 milhões de quilômetros) da Terra. Em março de 2026, o 3I/ATLAS passa a 0,36 UA (54 milhões de quilômetros) de Júpiter, evento que pode alterar levemente sua órbita devido à gravidade do gigante gasoso. Estima-se que o brilho do cometa diminua gradualmente e se torne imperceptível a partir do fim de março de 2026.
Com informações de WizyThec

