O cometa 3I/ATLAS, terceiro objeto interestelar já identificado no Sistema Solar, atinge o periélio nesta quarta-feira (29) e foi flagrado liberando um jato de gelo e poeira em direção ao Sol. O fenômeno foi registrado por astrônomos do Observatório do Teide, em Tenerife, nas Ilhas Canárias (Espanha), a partir da combinação de dezenas de imagens.
A descoberta foi anunciada em 15 de outubro no Astronomers Telegram, serviço de comunicação rápida entre astrônomos. A imagem composta destaca o jato recém-detectado apontando para a estrela, enquanto linhas marcadas mostram a direção antissolar e o vetor de velocidade do cometa.
Como o registro foi feito
As imagens que revelaram o jato foram obtidas em 2 de agosto com o Telescópio Twin de Dois Metros do Teide, somando 159 exposições de 50 segundos. O conjunto mostra o núcleo gelado e rochoso envolto por sua coma e o feixe de material expelido.
Origem do jato
À medida que o 3I/ATLAS se aproxima do Sol, a face iluminada recebe mais calor. O gelo sob a crosta sublima e, ao encontrar fissuras, irrompe como jatos que carregam grãos de poeira fina. A análise preliminar indica que o material ejetado é composto principalmente por dióxido de carbono e poeira, podendo alcançar milhares de quilômetros de extensão.
Janela de observação
Logo após a passagem pelo periélio, o cometa poderá ser visto com pequenos telescópios. A expectativa é de que permaneça observável entre meados de novembro e o fim de março de 2026, quando ultrapassará a órbita de Júpiter e se perderá no espaço profundo.
Imagem: Internet
Os dados coletados ajudam a entender a interação do vento solar com cometas vindos de outras estrelas, fornecendo pistas sobre a composição e a evolução de materiais que transitam entre sistemas planetários.
Com informações de WizyThec

