A Content Overseas Distribution Association (CODA) enviou uma carta à OpenAI alegando que o modelo de vídeo Sora 2 foi treinado com material de estúdios japoneses sem autorização prévia, configurando possível violação de direitos autorais.
Quem acusa e por quê
A CODA representa estúdios como Studio Ghibli, Toei Animation e Bandai Namco. Segundo a entidade, “grande parte do conteúdo produzido pela Sora 2 se assemelha muito a conteúdo ou imagens japonesas”, o que indicaria o uso de obras protegidas como dados de aprendizado de máquina.
Pedidos à OpenAI
No documento, a associação faz duas solicitações principais:
- Que o material de seus membros não seja utilizado no treinamento do Sora 2 sem autorização.
- Que a OpenAI responda de forma diligente a eventuais queixas de violação apresentadas pelas empresas filiadas.
Crítica ao sistema de exclusão
A CODA também contesta o mecanismo de “exclusão automática” adotado pela OpenAI, no qual o detentor de direitos deve avisar previamente para ter sua obra retirada do treinamento. De acordo com a legislação japonesa, a permissão deve ser concedida antes do uso, e notificações posteriores não eximem responsabilidade por infração.
Posicionamento da OpenAI
Um mês antes do protesto, o CEO Sam Altman declarou que a empresa estudava oferecer controle mais rigoroso a proprietários de personagens, permitindo definir como — ou se — suas criações podem ser utilizadas. Altman elogiou a “conexão profunda” dos usuários com o conteúdo japonês e disse estar aberto a correções rápidas.
Imagem: Algi Febri Sugita
Lançamento e repercussão
Liberado em 30 de setembro, o Sora 2 ultrapassou 1 milhão de downloads na primeira semana. Em outubro, a Motion Picture Association (MPA) já havia alertado a OpenAI sobre possível uso indevido de produções de Hollywood no modelo.
Até o momento, a OpenAI não divulgou resposta pública à carta da CODA.
Com informações de WizyThec

