Pesquisadores documentaram o rompimento ativo de uma placa tectônica na margem de Cascadia, no Pacífico Norte, marcando a primeira observação direta desse tipo de processo, segundo estudo divulgado em 31 de outubro de 2025 na revista Science Advances.
A equipe liderada pelo geólogo Brandon Shuck, da Universidade Estadual da Louisiana (EUA), identificou que as placas oceânicas Juan de Fuca e Explorer estão se fragmentando sob a placa norte-americana. O fenômeno indica o início do desmantelamento de uma zona de subducção — área onde uma placa mergulha sob a outra, gerando terremotos e vulcões.
Como a ruptura foi detectada
Os cientistas enviaram ondas sonoras a partir do navio Marcus G. Langseth em direção ao fundo do mar. Os ecos, captados por um cabo com 15 quilômetros de extensão, revelaram falhas, fendas e deslocamentos cortando o assoalho oceânico. Algumas dessas estruturas atingem dezenas de quilômetros de comprimento, sugerindo que a fragmentação ocorre há cerca de quatro milhões de anos.
Junção tripla instável
O rompimento acontece na junção tripla onde convergem três placas. Nessa região, a microplaca Explorer — remanescente da antiga placa de Farallon — está se desprendendo da litosfera vizinha. Os autores apontam que a subducção pode estar chegando ao fim no local, abrindo caminho para a formação de uma falha transformante, semelhante à de San Andreas, na Califórnia.
Possível relação com vulcanismo
De acordo com o estudo, a ruptura cria vias para a ascensão de magma, o que pode explicar a emergência de novos vulcões observados no oeste do Canadá.
Imagem: BlueRingMedia
Esta é a primeira imagem clara de uma zona de subducção em processo de extinção, ressaltou Shuck. A descoberta fornece novas pistas sobre a evolução da superfície terrestre e a formação de futuros continentes.
Com informações de WizyThec

