O odor desagradável que surge ao retirar os sapatos – popularmente conhecido como chulé – recebe o nome científico de bromidrose plantar. A condição aparece quando o excesso de suor entra em contato com bactérias e fungos que se alimentam de células mortas da pele, liberando gases de cheiro forte.
Por que o cheiro surge?
O suor, por si só, é inodoro. O problema começa dentro do calçado, ambiente quente, úmido e pouco ventilado, ideal para a proliferação dos microrganismos. A decomposição do suor e de resíduos de pele resulta na formação do mau cheiro.
Fatores que agravam o quadro
Especialistas apontam que a bromidrose plantar pode ser potencializada por:
- Suor excessivo (hiperidrose);
- Histórico familiar de transpiração intensa;
- Doenças metabólicas, como diabetes e obesidade;
- Alterações hormonais;
- Falhas na higiene dos pés e calçados.
Hábitos que favorecem o mau odor
- Usar o mesmo sapato em dias consecutivos, sem tempo para secagem;
- Optar por meias de tecido sintético, que retêm umidade (poliéster, por exemplo);
- Secar mal os pés depois do banho, principalmente entre os dedos.
Como tratar e prevenir
Na maioria dos casos, a solução envolve medidas simples de higiene e controle da umidade:
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- Lavar os pés diariamente com sabonete antisséptico, alcançando a região entre os dedos;
- Secar completamente antes de calçar sapatos – o uso de secador em ar frio pode ajudar;
- Aplicar talcos ou desodorantes antissépticos para reduzir a umidade;
- Deixar os calçados ao sol e realizar limpeza periódica para eliminar microrganismos;
- Alternar pares de sapato, permitindo que sequem por pelo menos 24 horas.
O chulé tem cura?
Sim. A adoção de bons hábitos de higiene e produtos antissépticos costuma eliminar o mau odor. Casos ligados a condições metabólicas podem exigir acompanhamento médico, mas a bromidrose plantar, em geral, não é considerada doença grave, e sim um sintoma decorrente do desequilíbrio entre suor e bactérias.
Com informações de WizyThec

