A Administração Estatal de Regulação do Mercado da China (SAMR) iniciou, nesta sexta-feira (10), uma investigação antitruste contra a Qualcomm. O órgão suspeita que a fabricante norte-americana violou leis de concorrência ao adquirir a israelense Autotalks, especializada em chips para comunicação entre veículos.
Logo depois do anúncio, as ações da Qualcomm recuaram 4% em Nova York. A companhia informou estar cooperando com as autoridades chinesas e ressaltou seu compromisso com clientes e parceiros locais, incluindo grandes compradores como a Xiaomi.
Receita e histórico de disputas
A China responde por cerca de 46% da receita global da Qualcomm, porcentual que torna o mercado fundamental para a empresa. Em 2015, a companhia já havia pago US$ 975 milhões para encerrar outro processo antimonopólio no país.
A nova investigação ocorre em meio a tensões comerciais entre Pequim e Washington, intensificadas às vésperas de uma reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, prevista para acontecer na Coreia do Sul. O caso também amplia a pressão sobre empresas norte-americanas de tecnologia que operam no território chinês.
Contexto do setor de chips
Nos últimos meses, outras companhias dos Estados Unidos sentiram o aumento do escrutínio regulatório. Em setembro, a Nvidia também foi acusada de infringir leis antimonopólio chinesas. Paralelamente, Pequim reforçou restrições à exportação de terras raras, insumos essenciais para a fabricação de semicondutores.
Imagem: amagnawa
Especialistas avaliam que a investigação contra a Qualcomm adiciona mais incerteza geopolítica ao mercado global de chips, considerado peça-chave na disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo.
Fim.
Com informações de WizyThec

