Autoridades da Casa Branca intensificaram, nos últimos dias, a articulação com parlamentares para impedir a aprovação da GAIN AI Act, proposta que restringe a capacidade da Nvidia de vender chips de inteligência artificial para a China e outros países considerados adversários dos Estados Unidos.
O texto determina que fabricantes de semicondutores priorizem consumidores norte-americanos na distribuição de componentes de IA. Se aprovada, a medida afetará diretamente a Nvidia, maior fornecedora mundial desse tipo de hardware.
Interesses em disputa
A Nvidia faz lobby contra o projeto sob o argumento de que não há escassez de chips para clientes dos EUA. Já empresas como a Microsoft apoiam a iniciativa, alegando que a regra pode garantir acesso privilegiado a hardware e reforçar a vantagem competitiva em relação a rivais chineses.
Além disso, a GAIN AI Act facilitaria o envio de chips avançados para data centers norte-americanos localizados nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita.
Planos alternativos no Capitólio
Mesmo que a GAIN AI não avance, congressistas preparam a SAFE Act (Secure And Feasible Exports) de 2025. O projeto obrigará o Departamento de Comércio a negar, por 30 meses, pedidos de venda à China de qualquer chip de IA mais poderoso que os atualmente liberados.
Imagem: Nor Gal
Controles já em vigor
Desde 2022, Washington restringe envios da Nvidia ao mercado chinês, alegando risco de uso militar pela China. Em abril, o governo Trump proibiu o embarque dos chips H2O, desenvolvidos especificamente para clientes chineses, em linha com limites impostos anteriormente.
As regras vigentes também exigem autorização prévia para a venda de semicondutores de IA avançada a cerca de 40 países — grupo que inclui Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita — devido a temores de que os produtos possam, indiretamente, beneficiar Pequim.
Com informações de WizyThec

