A busca pelo Monstro do Lago Ness atravessa séculos. Os primeiros registros sobre uma criatura desconhecida nas águas do lago escocês remontam ao século XI, quando o monge irlandês São Columba (521-597) teria avistado um animal incomum na região. A história, porém, só ganhou repercussão global no século XX.
Relato que reacendeu a lenda
Em 1933, a gerente de hotel Aldie Mackay declarou ter visto algo emergir da superfície tranquila do Lago Ness. Segundo ela, o objeto era “grande, preto e brilhante”, subiu, girou e desapareceu rapidamente. O episódio estimulou novos testemunhos nos meses seguintes.
Expedições e fraudes
No fim de 1933, o jornal britânico Daily Mail contratou o caçador Marmaduke Wetherell para procurar evidências do suposto animal. Ele apresentou pegadas que pareciam gigantescas, mas zoólogos comprovaram que eram falsas.
Um ano depois, surgiu a fotografia mais famosa associada ao mito: um pescoço longo, semelhante ao de uma serpente, erguendo-se da água. Anos depois, o autor admitiu que a imagem era fraudulenta, mas o interesse popular continuou.
Operação Deepscan
A maior investigação científica ocorreu em 1987. A Operação Deepscan alinhou 24 barcos equipados com sonares de última geração para vasculhar o lago. O projeto custou 1 milhão de libras (aproximadamente R$ 7,3 milhões à época).
Imagem: Daniel Eskridge
Os instrumentos detectaram um objeto de grande porte nas profundezas, possivelmente uma foca ou um cardume de salmões. Sem provas conclusivas, o mistério permaneceu intacto.
Nenhuma expedição posterior confirmou a existência da criatura, mas a lenda transformou o Lago Ness em importante destino turístico e segue alimentando a curiosidade de visitantes e pesquisadores.
Com informações de WizyThec

