Autoridades dos Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia e Austrália estão convertendo cabos submarinos de internet em uma extensa rede de detecção para monitorar submarinos e navios de superfície. As estruturas, responsáveis por transportar 99% dos dados digitais do planeta, somam cerca de 1,4 milhão de quilômetros instalados nos leitos oceânicos.
Como a tecnologia funciona
O processo é viabilizado pela técnica Distributed Acoustic Sensing (DAS), que transforma cabos de fibra óptica comuns em cadeias de sensores acústicos. Um laser pulsado percorre o cabo; pequenas variações no sinal retroespalhado indicam vibrações geradas por ondas sonoras nas proximidades. Algoritmos interpretam esses padrões para localizar ruídos de motores, hélices e outros sons marítimos.
Além do uso militar, o sistema consegue identificar indícios de abalos sísmicos, oferecendo potencial para alertas de desastres naturais, como terremotos.
Programas em andamento
Estados Unidos, Reino Unido, União Europeia e Austrália já iniciaram projetos de integração do DAS às suas forças de defesa. A Casa Branca também avalia conectar a tecnologia a aeronaves e drones de patrulha, buscando ampliar a cobertura de detecção no Oceano Pacífico.
Imagem: Vismar UK
Entre os objetivos centrais está o reforço da vigilância diante de ações atribuídas à Rússia e à China, acusadas de danificar cabos submarinos e realizar operações de espionagem.
Com informações de WizyThec

