O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta quinta-feira, 30 de outubro, o acordo que oficializa a entrada do Brasil na Health AI, organização internacional sem fins lucrativos dedicada à criação de regras para o uso de inteligência artificial (IA) em serviços de saúde.
Com a assinatura, o país torna-se o primeiro da América Latina a integrar o grupo, que já conta com Reino Unido, Cingapura e Índia. A cerimônia ocorreu durante o Congresso da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), em São Paulo, e contou ainda com a presença da secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, e do presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Damous.
Compromissos do acordo
Válido por 24 meses, o documento prevê que o Brasil avance na regulamentação da IA em serviços públicos e privados de saúde, priorizando ética, segurança e eficácia. Não há transferência de recursos financeiros entre os signatários.
Apesar da cooperação internacional, o pacto estabelece que os dados de pacientes brasileiros permanecerão dentro do país.
Benefícios destacados
Padilha afirmou que regras claras podem acelerar diagnósticos e aprimorar prescrições médicas, potencializando o cuidado ao paciente. “A IA é uma realidade na saúde e, se acompanhada por normas, pode trazer grandes benefícios”, declarou o ministro.
O CEO da Health AI, o português Ricardo Baptista Leite, explicou que a ONG fornece capacitação técnica a reguladores com base em referências da Unesco e da Organização Mundial da Saúde (OMS), adaptadas à realidade de cada país. Segundo ele, muitas tecnologias, como tomógrafos inteligentes, já seguem normas específicas; o acordo foca nas soluções ainda sem regulamentação.
Imagem: raker
Marketplace de soluções
A organização pretende criar um marketplace para que os países membros apresentem suas inovações em IA e possam adquiri-las uns dos outros. Com isso, o Brasil terá a oportunidade de ofertar suas próprias tecnologias ao mercado internacional.
O pacto, que vigorará por dois anos, marca o início de uma colaboração que busca equilibrar avanço tecnológico e proteção de dados na saúde brasileira.
Com informações de WizyThec

