Os atores indianos Abhishek Bachchan e Aishwarya Rai Bachchan protocolaram uma ação judicial contra o Google, solicitando que a empresa exclua e impeça a criação de vídeos produzidos por inteligência artificial que utilizem suas imagens no YouTube.
O processo, apresentado em tribunais de Delhi, alega violação de direitos de personalidade e propriedade intelectual. O casal também pede que o YouTube estabeleça políticas para evitar que esse material seja usado no treinamento de outros modelos de IA.
Centenas de links contestados
No início de setembro, a Justiça determinou a remoção de 518 links que continham conteúdos considerados enganosos, sexualmente explícitos ou fictícios com o uso de IA. Os atores afirmam que essas postagens causaram prejuízos financeiros e danos à reputação.
Indenização solicitada
Além da retirada dos vídeos, o casal reivindica uma compensação de US$ 450 mil (cerca de R$ 2,4 milhões).
Política do YouTube em debate
Segundo o processo, a política da plataforma permite que criadores optem por disponibilizar seus vídeos a sistemas de IA de terceiros, como OpenAI, Meta e xAI. O documento argumenta que o YouTube “não controla” o destino desse material depois que os usuários autorizam o compartilhamento, o que facilitaria a proliferação de conteúdos falsos.
Próximos passos legais
O Supremo Tribunal de Delhi determinou que o Google apresente respostas por escrito até a próxima audiência, agendada para 15 de janeiro do ano que vem. A companhia ainda não comentou publicamente o caso.
Imagem: Stock Studio
Mercado indiano para o YouTube
Com aproximadamente 600 milhões de usuários, a Índia é o maior mercado mundial do YouTube. Em declarações recentes, a diretora-gerente da plataforma no país, Gunjan Soni, classificou o serviço como “a nova TV da Índia”, especialmente pelo consumo de conteúdo de entretenimento ligado a Bollywood.
O julgamento deve ganhar atenção adicional porque a Índia não possui legislação específica que proteja celebridades do uso não autorizado de IA, realidade que tem levado várias personalidades locais a recorrerem aos tribunais.
Com informações de WizyThec

