Uma bola de fogo da chuva de meteoros Oriônidas riscou o céu do Rio Grande do Sul às 0h24 desta quinta-feira (23), horário de Brasília. O registro foi feito por câmeras do Observatório Espacial Heller & Jung, em Taquara, a 80 km de Porto Alegre.
Detalhes do fenômeno
Segundo o professor Carlos Fernando Jung, diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) na região Sul, o meteoro iniciou sua entrada na atmosfera a 100 km de altitude e se apagou a 52 km, já sobre o oeste gaúcho. O brilho teve duração de 0,57 segundo e magnitude aparente de ‑4,2, valor inferior ao de qualquer estrela visível, mas menos intenso que o Sol (-27).
Chuva de meteoros Oriônidas
O pico da atividade ocorreu entre as madrugadas de terça (21) e quinta-feira (23), com expectativa de 10 a 20 meteoros por hora.
• O fenômeno acontece quando a Terra cruza a trilha de detritos deixada pelo cometa Halley, que visita o Sistema Solar interno a cada 76 anos.
• Os fragmentos penetram a atmosfera a cerca de 67 km/s (241 mil km/h), criando rastros luminosos.
• O radiante da chuva está na constelação de Órion, próximo à estrela Betelgeuse, e fica no hemisfério norte celeste, mas os meteoros podem ser vistos em todo o Brasil.
Segundo registro brilhante
De acordo com Jung, esta é a segunda ocorrência de grande luminosidade na atual edição da chuva. O primeiro meteoro de alta magnitude foi observado na madrugada de quarta-feira (22).
Imagem: Observatório Espacial Heller Jung
Imagens ao redor do mundo
Astrofotógrafos de diferentes países compartilharam fotos e vídeos da chuva nas redes sociais, exibindo rastros sobre montanhas nos Estados Unidos, o céu do Maine, paisagens do Reino Unido e outras localidades.
O evento anual segue visível, ainda que com intensidade menor, nos próximos dias.
Com informações de WizyThec

