Uma reportagem do Financial Times sugeriu que a Apple estaria acelerando o processo de escolha de um novo presidente-executivo, com possibilidade de transição já no primeiro semestre do próximo ano. No entanto, o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, afirmou em sua newsletter Power On que não há indícios internos de que Tim Cook deixará o cargo tão cedo.
Segundo o Financial Times, a busca por um sucessor para Cook, que comanda a companhia há quase 15 anos, teria ganhado força nos últimos meses. A publicação chegou a indicar que a mudança poderia ocorrer em 2026, possivelmente ainda na primeira metade do ano.
Gurman contradiz essa versão. Para o repórter, considerado um dos principais especialistas em Apple, “não existe qualquer sinal” dentro da empresa de que o CEO esteja prestes a se afastar. Ele acrescentou que ficaria surpreso se Cook deixasse o posto no período citado pelo jornal britânico.
Possível sucessor já é apontado
Apesar de refutar a ideia de uma saída iminente, Gurman menciona que existe um nome forte para suceder o atual executivo: John Ternus, vice-presidente sênior de hardware. O engenheiro é citado há anos como favorito para assumir o cargo caso Cook decida se aposentar.
Quinze anos de liderança
Tim Cook assumiu a Apple em 2011. Nesse intervalo, o valor de mercado da companhia saltou de cerca de US$ 350 bilhões para mais de US$ 4 trilhões. Analistas atribuem ao executivo a manutenção do forte desempenho em segmentos consolidados, como smartphones, embora a empresa tenha enfrentado desafios em novas apostas, entre elas o headset Vision Pro e recursos de inteligência artificial considerados discretos diante de concorrentes.
Imagem: Laura Hutt
Com esse histórico, Gurman ressalta que Cook tem liberdade para definir o próprio futuro dentro da organização, a menos que ocorra uma mudança drástica no cenário.
Com informações de WizyThec

