Banco Central vê avanço de cibercrimes e expõe fragilidades no sistema financeiro

Date:

O Banco Central (BC) identificou que grupos criminosos ganharam domínio técnico sobre a operação do Sistema Financeiro Nacional (SFN), incluindo detalhes de arquitetura de instituições atacadas. O alerta consta do Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2025.

Entre janeiro e agosto deste ano, foram contabilizados 53 incidentes de risco cibernético, número próximo ao total de 59 casos registrados em todo o ano de 2024. Alguns eventos causaram perdas financeiras e evidenciaram fragilidades nos controles internos de bancos e de seus prestadores de serviço.

Colaboradores cooptados

O documento aponta aumento de episódios em que funcionários ou terceirizados são aliciados para instalar dispositivos físicos nos ambientes de TI, abrindo caminho para o acesso não autorizado a redes corporativas e a extração de dados.

Avaliação de terceiros

Para avaliar a gestão de riscos de provedores externos, o BC consultou 606 instituições. Dessas, 453 mantêm procedimentos formais para relacionamento com terceiros; 317 afirmam que o processo é revisado pela segunda linha de defesa, como áreas de compliance; e 319 informam que o tema passa por auditoria interna. O BC conclui que ainda há espaço para aprimoramentos.

APIs sob pressão

A automação dos ataques ampliou a complexidade dos crimes. Serviços baseados em interface de programação de aplicações (API), cada vez mais utilizados para oferecer produtos financeiros, têm sido explorados para a abertura automática de contas usadas na pulverização de recursos — dificultando o rastreamento.

Entre as 440 instituições que utilizam soluções de TI específicas para APIs, apenas 128 realizam avaliações periódicas dos riscos associados. O BC identificou falhas na validação de dados, no monitoramento de desempenho e na adoção de ferramentas capazes de detectar uso indevido ou extração não autorizada de informações.

Higiene cibernética e novas regras

O relatório reforça a necessidade de práticas básicas de segurança, como aplicação de patches, controle de acesso e configuração segura de ativos. Como resposta aos incidentes, o BC elaborou normas que incluem a revisão de critérios para autorizar instituições de pagamento — como carteiras digitais e maquininhas — e a exigência de dispositivos que bloqueiem transações suspeitas.

As medidas buscam reduzir a superfície de ataque, minimizar perdas financeiras e fortalecer a resiliência do SFN frente à escalada dos cibercrimes.

Com informações de WizyThec

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Compartilhar postagem:

Popular

Relacionados

Projetor portátil BYINTEK U4 entra em promoção na Amazon com resolução Full HD e Android integrado

O projetor portátil BYINTEK U4 está com preço promocional...

Banco de dados expõe 149 milhões de senhas de Gmail, Instagram e gov.br

Um banco de dados sem qualquer proteção revelou 149...

Lua entra em fase Nova nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

A Lua apresenta-se em fase Nova nesta quinta-feira (22),...

Receita Federal oferece iPhone 15 a partir de R$ 1,3 mil em leilão online

A Receita Federal vai leiloar 289 lotes de produtos...