Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Projeto CETI identificaram que as baleias-cachalote utilizam um sistema de comunicação estruturado, semelhante a um alfabeto fonético humano.
O estudo, divulgado em 9 de janeiro de 2026, analisou milhares de gravações subaquáticas e constatou que os cliques emitidos por esses cetáceos não são aleatórios. Em vez disso, formam unidades sonoras equivalentes a elementos básicos da fala, como vogais e ditongos.
A equipe observou três características principais na “linguagem” dos animais:
- Rítmica – a disposição temporal precisa dos cliques define o significado;
- Tempo – a duração total de cada sequência muda conforme o contexto;
- Ornamentação – cliques adicionais no final de uma série funcionam como modificadores.
Ao variar velocidade, ritmo e extensão das sequências, as cachalotes conseguem gerar novas combinações de sons e, possivelmente, transmitir mensagens complexas dentro dos grupos sociais. Segundo os autores, essas regras lembram a gramática presente nas línguas humanas.
Imagem: inteligência artificial
Os cientistas contaram com ferramentas de inteligência artificial para detectar padrões e segmentar as unidades de cliques, etapa considerada fundamental para desvendar o código acústico desses mamíferos marinhos.
Com informações de WizyThec

