A Apple sinalizou que continuará a apostar no mercado chinês mesmo diante da possibilidade de novas tarifas dos Estados Unidos contra o país asiático. O compromisso foi manifestado pelo CEO Tim Cook na quarta-feira (15), durante reunião em Pequim com o ministro da Indústria da China, Li Lecheng.
De acordo com o resumo oficial divulgado pelas autoridades chinesas, Cook garantiu que a companhia “seguirá investindo na China”. O documento, porém, não especifica valores nem as áreas que receberão os aportes. A Apple também não comentou publicamente o encontro.
Equilíbrio entre as duas potências
Segundo a Reuters, a fabricante do iPhone busca manter relações próximas tanto com Washington quanto com Pequim. Em agosto, Tim Cook presenteou o então presidente norte-americano Donald Trump com uma placa personalizada fabricada nos Estados Unidos para marcar o Programa de Manufatura Americana da Apple, pouco depois de anunciar investimentos adicionais de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 540 bilhões) no país.
Apesar de transferir parte da produção de iPhones para a Índia, a empresa ainda depende fortemente da cadeia de fornecedores chinesa e planeja novos projetos no país, especialmente na área de energia limpa.
Posicionamento de Pequim
Nesta quinta-feira (16), o ministro Li Lecheng declarou esperar que a Apple “continue a explorar o mercado chinês e cresça junto com os fornecedores locais”. Ele também assegurou que o governo manterá um ambiente de negócios favorável para companhias estrangeiras.
Imagem: Laura Hutt
O cenário acontece em meio à escalada das tensões comerciais. Trump tem avaliado retomar tarifas sobre produtos chineses, medida que já levou várias empresas norte-americanas a reconsiderar operações em Pequim — mas, até o momento, não alterou os planos da Apple.
Com informações de WizyThec

