A Apple vai abrir as portas para modelos de inteligência artificial de outras empresas em seu ecossistema. O CEO Tim Cook disse à CNBC que a companhia ampliará parcerias dentro da plataforma Apple Intelligence, permitindo que a assistente Siri recorra a diferentes provedores de IA.
O executivo confirmou que a próxima geração da Siri está programada para março de 2026, junto com o iOS 26.4. A atualização deve transformar a assistente num buscador conversacional capaz de responder a pedidos complexos, consultando informações da web, do aparelho e de aplicativos.
Três camadas de funcionamento
De acordo com Cook, a nova Siri será dividida em três módulos:
• Planejador – interpreta o comando do usuário;
• Sistema de busca – coleta dados no dispositivo e na internet;
• Resumidor – organiza e exibe a resposta de forma direta.
Parcerias em negociação
A Apple já utiliza o ChatGPT, da OpenAI, e negocia com o Google para integrar o Gemini. O acordo, segundo o CEO Sundar Pichai, pode ser fechado em 2025. A companhia também avaliou o Claude, da Anthropic, mas recuou por causa de um custo estimado em US$ 1,5 bilhão por ano, e testou a Perplexity, que acabou sendo descartada.
Paralelamente, a empresa desenvolve o próprio buscador de IA, denominado World Knowledge Answers, projetado para competir com ferramentas como ChatGPT e Perplexity. Parte do processamento continuará em servidores da Apple, preservando a política de privacidade que a marca considera diferencial.
Imagem: T. Schneider
Resultados financeiros em alta
A divulgação ocorre num dos melhores momentos financeiros da companhia. No quarto trimestre fiscal, a Apple registrou US$ 102,5 bilhões em receita, alta de 8% sobre o ano anterior, e lucro por ação de US$ 1,85. O desempenho foi puxado pelo iPhone 17, que elevou a previsão de crescimento da linha para entre 10% e 12% no trimestre atual, e pelo avanço de 15% na divisão de serviços, que somou US$ 28,8 bilhões.
As vendas de Macs cresceram 13% (US$ 8,72 bilhões), enquanto iPads permaneceram estáveis. Já a categoria de acessórios, onde estão Apple Watch e AirPods, apresentou leve queda. Mesmo com recuo de 4% nas vendas na China, Cook aposta na combinação entre o sucesso do iPhone 17 e a expansão da inteligência artificial para sustentar o ritmo de inovação nos próximos anos.
Com informações de WizyThec

