A Apple estaria em fase final de negociação com o Google para incorporar o modelo de inteligência artificial Gemini, de 1,2 trilhão de parâmetros, à próxima versão da Siri, prevista para 2026, informou o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg.
Quem, quanto e por quê
Segundo a publicação, o acordo em discussão envolve o pagamento anual de aproximadamente US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões) para que a Apple utilize o Gemini na assistente de voz. A empresa de Cupertino busca fortalecer a Siri com recursos avançados de resumo e planejamento de tarefas, áreas em que o modelo do Google se destaca.
Testes e escolha
Ao longo de 2025, a Apple teria avaliado diferentes sistemas de IA generativa, incluindo ChatGPT (OpenAI) e Claude (Anthropic). No início do mesmo ano, a companhia optou por seguir negociações com o Google, embora mantenha o desenvolvimento de um modelo próprio na nuvem com cerca de 1 trilhão de parâmetros.
Parceria limitada
A utilização do Gemini não seria definitiva. A Apple planeja continuar investindo em suas próprias soluções para que, no futuro, possa dispensar a tecnologia externa. Enquanto isso, a execução do modelo ocorrerá no ambiente Private Cloud Compute da Apple, estratégia adotada para proteger dados dos usuários fora da infraestrutura do Google.
Sigilo e impacto no mercado
De acordo com Gurman, é improvável que a parceria seja divulgada publicamente. As duas empresas já mantêm um acordo de longa data que torna o Google o buscador padrão do Safari. A notícia sobre a possível colaboração elevou brevemente as ações das companhias: papéis da Apple avançaram menos de 1%, para US$ 271,70, e os do Google subiram 3,2%, para US$ 286,42.
Imagem: Thrive Studios ID
Representantes de Apple e Google consultados pela Bloomberg preferiram não comentar o assunto.
Com informações de WizyThec

