O Ministério da Justiça da Coreia do Sul está desenvolvendo um aplicativo que promete reforçar a segurança de vítimas de perseguição. A ferramenta mostrará, em tempo real, a posição do stalker em um mapa do smartphone, desde que o agressor esteja nas proximidades.
Atualmente, as pessoas sob medida protetiva recebem apenas mensagens de texto avisando que o perseguidor está por perto, sem detalhes sobre a localização exata. O novo sistema usará dados de dispositivos eletrônicos vestíveis já obrigatórios a alguns condenados, permitindo que a vítima trace rotas de fuga mais seguras.
Integração com emergência até 2026
Para agilizar o socorro, o aplicativo será conectado à linha direta nacional de emergência. A expectativa do governo é concluir essa integração em 2026, possibilitando o acionamento imediato da polícia quando necessário.
Legislação mais rígida
O país aprovou, em 2021, uma lei que prevê até três anos de prisão e multa equivalente a R$ 108 mil para casos de stalking. Dois anos depois, em 2023, o Parlamento revisou a norma para acelerar processos contra perseguidores.
Casos em alta
Denúncias de perseguição cresceram rapidamente: foram 7.600 registros em 2022 e mais de 13 mil em 2024, segundo o Ministério da Justiça. Episódios de grande repercussão, como o assassinato de uma jovem por um ex-colega de trabalho considerado “de baixo risco” pelas autoridades, intensificaram a pressão por medidas mais eficazes.
Imagem: Art Oleshko
Além da perseguição física, muitas mulheres relatam ter sido filmadas por câmeras espiãs ou assediadas por suas posições feministas, o que reforça a preocupação com a violência de gênero no país.
Com informações de WizyThec

