O misterioso “Anel de Diamante”, estrutura brilhante de aproximadamente 20 anos-luz de diâmetro na constelação de Cygnus, acaba de ter sua verdadeira natureza confirmada. Liderada por Simon Dannhauer, da Universidade de Colônia, uma equipe internacional demonstrou que o objeto não passa de um fragmento remanescente de uma bolha estelar que se rompeu há cerca de 400 mil a 500 mil anos.
Brilho enganoso
Por anos, o anel parecia estar rodeado por um “diamante” luminoso. As novas simulações em 3D mostraram, porém, que esse brilho provém de um aglomerado de estrelas jovens situado algumas centenas de anos-luz mais próximo da Terra, sem relação física direta com o anel.
Formação em camada fina de gás
Dados do SOFIA, observatório aéreo já desativado, indicam que a estrela massiva responsável pelo anel nasceu dentro de uma camada gasosa de apenas seis anos-luz de espessura. Nessas condições, a bolha gerada pela radiação e pelos ventos da estrela escapou rapidamente pelas regiões menos densas acima e abaixo desse “disco” de gás, deixando intacto apenas o contorno mais denso da estrutura.
“Pela primeira vez, observamos o estágio final de uma bolha desse tipo em uma nuvem claramente plana”, afirmou Dannhauer em comunicado.
Expansão mais lenta que o previsto
Ao contrário das bolhas estelares típicas, que se expandem de forma esférica, o Anel de Diamante apresenta crescimento lento e praticamente alinhado ao plano da antiga nuvem. Modelagens indicam que a bolha pôde se desenvolver em três dimensões por apenas cerca de 100 mil anos antes de suas extremidades se dissiparem, resultando no formato amplo e achatado observado hoje.
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Importância para a astrofísica
Segundo Robert Simon, coautor do estudo, compreender esse processo ajuda a desvendar como a ação de estrelas massivas influencia a formação estelar na Via Láctea ao modular a estrutura das nuvens de gás ao redor.
O trabalho resolve, assim, o enigma do Anel de Diamante e oferece um raro vislumbre das fases finais de uma bolha estelar em ambiente de baixa espessura, fenômeno até então pouco documentado.
Com informações de WizyThec

