A Alphabet, controladora do Google, divulgou nesta quarta-feira (29) os resultados do terceiro trimestre de 2025 e atingiu, pela primeira vez, uma receita superior a US$ 100 bilhões em um único período. O faturamento somou US$ 102,35 bilhões, ultrapassando a projeção de US$ 99,89 bilhões compilada pela LSEG. Após o anúncio, os papéis da companhia chegaram a avançar até 6% no after-market em Nova York.
O lucro por ação foi de US$ 2,87, ante US$ 2,12 registrados no mesmo intervalo do ano passado. O lucro líquido totalizou US$ 34,97 bilhões, acima dos US$ 26,3 bilhões apurados no trimestre anterior.
Publicidade continua impulsionando resultados
A receita total de anúncios alcançou US$ 74,18 bilhões, contra US$ 65,85 bilhões no terceiro trimestre de 2024. Somente o YouTube gerou US$ 10,26 bilhões, superando a estimativa de US$ 10,01 bilhões. O negócio de buscas respondeu por US$ 56,56 bilhões, alta anual de 15%. Os custos de aquisição de tráfego (TAC) ficaram em US$ 14,87 bilhões, levemente acima da previsão de US$ 14,82 bilhões.
Nuvem cresce 34% em 12 meses
O Google Cloud faturou US$ 15,15 bilhões, avanço de 34% sobre igual período do ano anterior e acima da expectativa de US$ 14,74 bilhões. Segundo o CEO Sundar Pichai, o backlog da unidade chegou a US$ 155 bilhões, impulsionado pela procura por soluções corporativas de inteligência artificial, como Vertex AI e infraestrutura com Tensor Processing Units.
Other Bets segue deficitária
As apostas em novos negócios, agrupadas em Other Bets — que incluem Verily (ciências da vida) e Waymo (carros autônomos) —, registraram receita de US$ 344 milhões, abaixo dos US$ 388 milhões de um ano antes, e prejuízo de US$ 1,42 bilhão, ante US$ 1,11 bilhão no terceiro trimestre de 2024.
Imagem: Rokas Tenys
Investimentos e desafios regulatórios
A empresa elevou a projeção de gastos de capital para 2025, agora entre US$ 91 bilhões e US$ 93 bilhões, focados principalmente na expansão de data centers e infraestrutura para suportar o crescimento de aplicações de inteligência artificial. No trimestre, a Alphabet também foi multada em US$ 3,45 bilhões pela União Europeia por práticas publicitárias consideradas anticompetitivas, impacto que foi parcialmente refletido no lucro reportado.
Com informações de WizyThec

