Los Angeles (EUA) – A Creative Artists Agency (CAA) acusou a OpenAI de colocar atores, músicos, roteiristas e outros criadores em situação de vulnerabilidade com o Sora, ferramenta de inteligência artificial que gera vídeos a partir de texto.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (9), a agência questionou se a empresa planeja pagar e creditar adequadamente os profissionais cujas obras forem utilizadas pela plataforma, que já ultrapassou 1 milhão de downloads desde o lançamento.
Uso de material protegido por opt-out
Quando estreou, o Sora foi configurado para empregar conteúdos protegidos por direitos autorais, a menos que estúdios ou representantes legais solicitassem a exclusão desse material. A política gerou críticas de diversos setores da indústria do entretenimento.
Diante da pressão, o CEO Sam Altman prometeu oferecer aos detentores de direitos um controle mais detalhado sobre personagens e propriedades intelectuais que possam ser reproduzidos nas criações geradas pela IA.
Reação de outras agências e estúdios
A United Talent Agency (UTA) e a WME declararam apoio à CAA e orientaram seus clientes a recusar futuras atualizações do Sora. Já a Disney enviou carta formal à OpenAI proibindo o uso de qualquer obra ou personagem que lhe pertença, enquanto a Motion Picture Association exigiu medidas imediatas para coibir possíveis violações de copyright.
Imagem: FilipArtLab
Tensão crescente com as IAs generativas
O embate reforça o clima de conflito entre empresas de tecnologia e a comunidade artística. A indústria do cinema e da música já trava disputas judiciais contra plataformas como Midjourney, além de ter emitido advertências à Character.AI por uso indevido de propriedades licenciadas.
Em resposta, a OpenAI assegurou estar implementando novas barreiras de segurança e revisando os clipes produzidos pelo Sora, a fim de garantir que cumpram as normas atualizadas de uso de conteúdo protegido.
Com informações de WizyThec

