Adeline Watkins: o que se sabe sobre a mulher ligada a Ed Gein e sua representação na série da Netflix

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São Paulo, 17 de outubro de 2025 – O sucesso da minissérie “Monster: A História de Ed Gein”, da Netflix, reacendeu a curiosidade sobre Adeline Watkins, apontada na produção como namorada e possível cúmplice do assassino norte-americano. A versão dramatizada, porém, difere consideravelmente dos registros históricos.

Quem foi Adeline Watkins

Watkins era moradora de Plainfield, no estado de Wisconsin (EUA). O nome dela apareceu nos jornais logo após a prisão de Ed Gein, em 1957. À época, ela afirmou ter mantido um relacionamento de aproximadamente 20 anos com o criminoso.

Em entrevista ao Minneapolis Tribune, republicada pelo Wisconsin State Journal, disse que Gein era “bom, gentil e doce”, que ambos discutiam livros e até crimes, e relatou ter recebido um pedido simbólico de casamento em 1955, recusado por não corresponder às expectativas dele.

Versões divergentes

Pouco depois, em conversa com o Stevens Point Daily Journal, Watkins mudou a narrativa. Ela negou o namoro de duas décadas, descrevendo-o como breve, de cerca de sete meses, com encontros ocasionais, idas ao cinema e visitas à casa dela. Nesse relato, afirmou também que nunca chegou a conhecer a residência de Gein, onde o assassino mantinha restos humanos e um santuário dedicado à mãe.

Ed Gein, por sua vez, jamais mencionou Watkins em depoimentos à polícia ou à imprensa, indicando que a ligação entre ambos foi mínima e sem qualquer participação nos crimes.

A adaptação na Netflix

Na série, a personagem é interpretada pela atriz Suzanna Son. Diferentemente dos registros oficiais, a produção a retrata como jovem sedutora e, em determinados momentos, cúmplice dos atos macabros de Gein. A narrativa sugere que a presença dela serviria como gatilho para as perversões do protagonista.

Elementos visuais mostram Adeline surgindo somente nos delírios do assassino, sem envelhecer ou interagir de forma convencional com outros cenários. Críticos e fãs interpretam esse recurso como indicação de que a personagem funcione mais como alucinação do que como figura real — algo sem comprovação histórica.

Até hoje, não há evidências de que Watkins tenha participado dos crimes ou exercido influência significativa sobre Gein. O que se confirma é que o suposto namoro foi curto e esporádico, contrastando com a representação ficcional amplificada na tela.

Com informações de WizyThec

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