Novos documentos judiciais detalham os motivos que levaram a xAI, empresa de Elon Musk, a processar Apple e OpenAI nos Estados Unidos. A ação, iniciada após denúncia de suposta perda de visibilidade do chatbot Grok na App Store, aponta práticas anticompetitivas das rés para manter domínio nos mercados de smartphones e inteligência artificial generativa.
Origem do conflito
Em julho de 2024, a xAI lançou o Grok 4, apresentou a função Grok Imagine e disponibilizou chatbots companheiros personalizáveis. Segundo dados da AppFigures, o app subiu da 60ª para a 29ª posição na App Store após as novidades. Dias depois, ao tornar o Grok 4 gratuito, o aplicativo chegou ao quinto lugar no ranking.
Mesmo assim, Musk acusou a Apple de reduzir deliberadamente a visibilidade do Grok. As críticas foram rebatidas por usuários da plataforma X e pela própria Apple. Diante da negativa, a xAI ingressou com processo na Justiça federal.
Principais alegações
No texto da queixa, a xAI diz que Apple e OpenAI “monopolizaram mercados” para bloquear rivais e que a Apple utiliza o controle editorial da App Store para favorecer o ChatGPT, listado como “Aplicativo Indispensável”. A empresa de Musk alega ainda que a Apple, ao “perder o bonde da IA”, buscou na OpenAI uma forma de proteger o monopólio do iPhone.
A ação sustenta que o acordo exclusivo entre Apple e OpenAI torna o ChatGPT o único chatbot de IA generativa integrado ao iPhone, impedindo usuários de optarem por soluções como o Grok.
Decisão preliminar e novos pedidos
Apesar de tentativas das rés para arquivar o caso, o juiz federal Mark Pittman decidiu examinar mais provas antes de definir o futuro do processo. Em seguida, a xAI protocolou dois pedidos de produção de documentos junto a empresas estrangeiras: a sul-coreana Kakao Corporation, responsável pelo super app KakaoTalk, e a Alipay, operadora do aplicativo homônimo.
Segundo a xAI, super apps permitem que consumidores migrem para fora do ecossistema do iPhone, e o suposto pacto Apple-OpenAI impediria essa alternativa, mantendo preços elevados de aparelhos. A petição menciona super apps quase 80 vezes e relaciona o Grok à estratégia de transformar o X em um super app ocidental.
Imagem: since
Documentos solicitados
A xAI requisita às companhias informações sobre:
- Importância financeira ou estratégica de distribuir super apps em múltiplas lojas;
- Modelos de receita nos Estados Unidos e em outros países;
- Posicionamento nas listas da App Store;
- Impacto dos super apps na troca de smartphones pelos consumidores;
- Planos ou uso atual de IA generativa;
- Efeitos de políticas da Apple na distribuição ou evolução dos aplicativos.
A empresa de Musk também cita outras plataformas, como WeChat, Grab, Gojek, Rakuten, TataNeu e ZaloPay, indicando que novos pedidos de documentos podem ocorrer.
Até o momento, não há previsão para julgamento final. Apple e OpenAI seguem negando práticas anticompetitivas, enquanto a xAI busca indenizações bilionárias e mudanças nas regras da App Store.
Com informações de WizyThec

