Machos de faisão-dourado (Chrysolophus pictus) e de faisão-de-lady-amherst (Chrysolophus amherstiae) perdem grande parte da visão enquanto cortejam as fêmeas, apontou um estudo divulgado na revista Biology Letters. Ao erguerem suas longas penas coloridas para impressionar possíveis parceiras, esses animais bloqueiam a própria linha de visão e ficam mais expostos a predadores.
Até 41% do campo de visão comprometido
Segundo o biólogo Steve Portugal, da Universidade de Oxford, o efeito é resultado de uma “cortina” formada pela plumagem dos machos. Exames mostraram três zonas distintas no campo visual das aves: monocular (de um único olho), binocular (sobreposição dos dois olhos) e uma área totalmente cega. Durante o ritual, a faixa binocular – crucial para detectar ameaças acima da cabeça – é reduzida em cerca de 41% em comparação às fêmeas.
Risco assumido em nome da reprodução
A estratégia, embora perigosa, intensifica a seleção sexual. As fêmeas preferem machos com exibições mais vistosas, garantindo que genes de plumagem extravagante sejam repassados às próximas gerações. É um exemplo clássico de como características consideradas prejudiciais à sobrevivência podem ser vantajosas para o sucesso reprodutivo.
Ícone cultural na Ásia
O faisão-dourado é celebrado em várias culturas asiáticas. Na China, a ave simboliza prosperidade e aparece em obras artísticas tradicionais. No Japão, sua imagem é comum em festivais e estampas têxteis, associada a beleza e abundância.
Imagem: sua plumag exuberante e comtamento
Mesmo com o risco de ficarem praticamente “cegos de amor”, os faisões continuam utilizando o chamativo leque de penas como principal carta na disputa por um par, reforçando o papel da estética no mundo natural.
Com informações de WizyThec

