Construções capazes de produzir boa parte da eletricidade que consomem já fazem parte da paisagem urbana no País. Estudos divulgados na revista científica Energies e dados da Agência Internacional de Energia indicam que prédios com painéis solares integrados alcançam entre 40% e 60% de autossuprimento anual, dependendo do projeto e da disponibilidade de sol.
Como funciona
A geração ocorre por meio de sistemas fotovoltaicos instalados em telhados ou fachadas. Segundo pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a concessionária Enel, o excedente produzido em determinados horários pode ser injetado na rede pública, contribuindo para aliviar a infraestrutura elétrica do bairro e formar micro-redes mais resilientes.
Essas soluções já equipam escritórios, universidades, condomínios residenciais e centros culturais em várias capitais. Entre os benefícios apontados estão redução de custos na conta de luz, menor vulnerabilidade a quedas de energia e maior previsibilidade de despesas para síndicos e administradores.
Investimento e retorno
Os levantamentos apresentaram estimativas de custo e de economia potencial:
- Painéis solares integrados: de R$ 15 mil a R$ 40 mil, conforme potência, área disponível e tipo de instalação;
- Sistema de baterias: de R$ 20 mil a R$ 60 mil, elevando a autonomia para o período noturno;
- Economia anual: até 70% na fatura de energia, a depender da tarifa local e do dimensionamento;
- Prazo de retorno: entre cinco e oito anos.
Embora o investimento inicial ainda seja superior ao de construções convencionais, pesquisadores destacam que a queda no preço dos equipamentos e os ganhos ao longo do tempo têm acelerado a adoção do modelo em grandes centros urbanos.
Imagem: inteligência artificial
O avanço de edifícios energeticamente autossuficientes reforça a tendência de projetos arquitetônicos mais sustentáveis e conectados, apontam os autores dos estudos.
Com informações de WizyThec

