Manter o ar-condicionado muito frio ou quente pode custar caro para a produtividade. Análise conduzida por Eliran Halali, da Graduate School of Business da Stanford University, avaliou o rendimento cognitivo de voluntários em diferentes faixas térmicas e constatou aumento de erros e queda de atenção sempre que a temperatura se afastava da zona de conforto.
Principais resultados
Os testes mediram capacidade de cálculo, atenção sustentada e tomada de decisão. Três pontos chamaram a atenção:
- 18 °C – pior desempenho, com lentidão mental e dificuldade de concentração;
- 22 °C – melhor resultado, com maior precisão e foco;
- 26 °C – início de fadiga mental e redução gradual da eficiência.
Segundo os pesquisadores, quando o ambiente se torna frio ou quente demais, o organismo gasta energia extra para regular a própria temperatura. Esse desvio fisiológico limita recursos que poderiam ser usados pelo cérebro para resolver problemas ou manter a atenção.
Ajustes simples no dia a dia
Para escritórios ou estações de trabalho em casa, a equipe sugere manter o termostato entre 21 °C e 23 °C. Caso o controle não esteja disponível, roupas em camadas ajudam a estabilizar a sensação térmica.
Outras recomendações incluem evitar jatos de ar diretamente sobre rosto e mãos, fazer pequenas pausas para aquecer ou resfriar o corpo e combinar ventilação natural ao uso do ar-condicionado sempre que possível. Esses cuidados reduzem microestressores e preservam a clareza mental por mais tempo.
Imagem: inteligência artificial
Os autores lembram que, além de ajustes individuais, edifícios inteligentes já testam sistemas capazes de adaptar a temperatura automaticamente a partir de dados fisiológicos dos ocupantes, conectando tecnologia e bem-estar para manter o desempenho intelectual em níveis elevados.
Com informações de WizyThec

