A Nvidia enfrenta uma demanda extraordinária pelos chips de última geração da família Blackwell, informou o CEO Jensen Huang no sábado (8), durante um evento promovido pela TSMC em Taiwan.
Na mesma ocasião, o CEO da TSMC, CC Wei, confirmou que a companhia norte-americana pediu um volume adicional — não revelado — de wafers, peças fundamentais para a fabricação de semicondutores. A solicitação reforça a parceria entre as duas empresas.
Huang explicou a repórteres que a Nvidia não produz apenas GPUs, mas também CPUs, soluções de rede e outras tecnologias ligadas à plataforma Blackwell. Segundo ele, a forte procura por aplicações de inteligência artificial e por infraestrutura de data centers sustenta a necessidade crescente pelos componentes fornecidos pela TSMC.
À agência Reuters, o executivo elogiou o suporte da fabricante taiwanesa e afirmou que o sucesso da Nvidia não seria possível sem essa colaboração. Durante o mesmo evento, Wei referiu-se a Huang como “o homem de cinco trilhões de dólares”, aludindo ao valor de mercado alcançado pela Nvidia.
Fornecimento de memória
Questionado sobre uma possível escassez de memória para os chips, Huang disse que os negócios continuam a crescer e citou três parceiros — SK Hynix, Samsung e Micron — que aumentaram a produção para atender à demanda. Ele revelou ainda que a Nvidia já recebeu amostras de memórias mais avançadas dessas fabricantes.
Sobre eventuais reajustes de preços decorrentes da ampliação da capacidade de memória, Huang afirmou que a decisão cabe aos fornecedores.
Imagem: QubixStudio
Na semana passada, a sul-coreana SK Hynix comunicou ter vendido toda a produção de chips de memória para 2026 e anunciou novos investimentos na expansão das linhas. A Samsung, por sua vez, disse estar em negociações avançadas para fornecer memória de alta largura de banda à Nvidia.
Restrição de exportação aos EUA
O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump declarou anteriormente que os chips de IA Blackwell seriam exclusivos para o mercado norte-americano, descartando a exportação para a China. Após uma breve possibilidade de flexibilização na reunião com o presidente chinês Xi Jinping, a restrição voltou a ser defendida por Trump.
Na sexta-feira (7), Jensen Huang comentou que não há discussões ativas sobre a venda de versões específicas dos chips de última geração para Pequim.
Com informações de WizyThec

