No início da noite de quinta-feira, 6 de novembro, os acionistas da Tesla aprovaram um pacote de remuneração que pode render até US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,3 trilhões) ao fundador e diretor-executivo da companhia, Elon Musk. A votação ocorreu durante a assembleia anual da fabricante, realizada na fábrica de Austin, no Texas (EUA).
Segundo Brandon Erhart, conselheiro-geral da empresa, 75% dos votos foram favoráveis à proposta. O resultado representa uma vitória para Musk, que havia sinalizado a possibilidade de deixar o comando da montadora caso o plano fosse rejeitado.
Metas ambiciosas
O pacote está dividido em 12 parcelas vinculadas ao desempenho da Tesla. Para receber o valor total, o executivo precisará elevar o valor de mercado da companhia de US$ 1,1 trilhão para US$ 8,5 trilhões. A primeira liberação ocorrerá quando a capitalização atingir US$ 2 trilhões; nove tranches subsequentes serão liberadas a cada aumento de US$ 500 bilhões, até US$ 6,5 trilhões. As duas últimas exigem saltos de US$ 1 trilhão cada, alcançando o teto estipulado.
Além do crescimento em valor de mercado, Musk deverá cumprir metas como:
- colocar um milhão de robotáxis em operação comercial;
- vender 20 milhões de veículos elétricos em dez anos;
- entregar um milhão de robôs humanoides;
- atingir dez milhões de assinaturas do sistema Full Self-Driving (FSD).
Caso todas as etapas sejam concluídas, a participação acionária de Musk poderia saltar de 13% para 25%, com a adição de mais de 423 milhões de ações.
Pagamentos mesmo com metas parciais
De acordo com o conselho, Musk ainda poderia embolsar mais de US$ 50 bilhões se atingir apenas objetivos considerados mais alcançáveis. O plano também contempla cláusulas que permitem pagamentos parciais em situações como desastres naturais, guerras e mudanças regulatórias que impactem a produção ou venda dos produtos da Tesla.
Imagem: Potashev Aleksandr
Votos contrários e críticas
Embora majoritário, o apoio não foi unânime. O fundo soberano da Noruega, que detém participações avaliadas em mais de US$ 2 trilhões na empresa, votou contra o pacote, alegando preocupações com a magnitude da remuneração e os riscos envolvidos. Consultorias de governança, como Glass Lewis e ISS Stoxx, também recomendaram rejeição, destacando que parte do bônus poderia ser liberada mesmo sem o cumprimento integral das metas operacionais e questionando a independência do conselho, composto por aliados de Musk.
Do lado de fora da fábrica em Austin, manifestantes organizaram protestos, argumentando que uma remuneração de US$ 1 trilhão seria excessiva para qualquer indivíduo.
Atualmente avaliado em US$ 504 bilhões, segundo a Forbes, Elon Musk poderá se tornar o primeiro trilionário do mundo caso conquiste todas as metas estabelecidas pelo programa de remuneração.
Com informações de WizyThec

