O Tinder iniciou testes do Chemistry, ferramenta que utiliza inteligência artificial para analisar imagens da galeria do usuário e, a partir disso, indicar perfis considerados mais compatíveis. A novidade foi anunciada pelo Match Group, controlador do aplicativo, como parte do portfólio de produtos previsto para 2026.
Atualmente, o recurso está disponível apenas na Nova Zelândia e na Austrália, mas a empresa prevê a expansão a outros países nos próximos meses. Para funcionar, o sistema solicita autorização de acesso às fotos armazenadas no aparelho e combina essa leitura visual com respostas a perguntas interativas sobre preferências pessoais.
Segundo o Tinder, a proposta é minimizar a chamada “fadiga de deslizar”, reduzindo a quantidade de perfis exibidos e aumentando a chance de compatibilidade. As recomendações, batizadas de Daily Drops, aparecem em quatro etapas:
1. Tocar no ícone de diamante no canto superior direito da tela de descoberta;
2. Responder às perguntas iniciais (processo único);
3. Opcionalmente, autorizar o acesso às fotos para refinar o entendimento da IA;
4. Selecionar o botão que revela o Daily Drop.
O usuário pode revisitar suas sugestões a qualquer momento repetindo o toque no diamante. Para quem preferir não aderir, basta ignorar o ícone — o Chemistry é totalmente opcional.
Imagem: Daniel Pawer
Privacidade e controle
A permissão de acesso total ao rolo de câmera levantou questionamentos sobre privacidade. Em resposta, o Tinder afirma que o compartilhamento das imagens ocorre apenas com consentimento e tem finalidade exclusiva de aperfeiçoar a correspondência. A plataforma oferece ainda um Insights Hub, onde é possível visualizar ou apagar as informações usadas pela IA, inclusive as fotos enviadas.
Com informações de WizyThec

