No clima de Halloween, cinco episódios da corrida espacial relembram o quão perto a humanidade já esteve de desastres fora da Terra. Em diferentes décadas, astronautas e cosmonautas encararam pane, falta de combustível, explosões e condições extremas, mas conseguiram retornar vivos e transformar possíveis tragédias em relatos de sobrevivência.
1961 – Vostok 1
Primeiro humano a entrar em órbita, Yuri Gagarin ouviu do controle soviético que “A Terra é azul”, mas o voo histórico quase terminou mal. Um dos foguetes deixou a nave a 100 km acima da altitude prevista, risco que poderia mantê-lo meses no espaço sem suprimentos. Na reentrada, o módulo de serviço não se separou da cápsula, provocando rotação violenta. A peça soltou-se a tempo, e Gagarin ejetou-se a 7 km de altitude. Durante a queda, o paraquedas reserva abriu parcialmente e ameaçou enrolar-se no principal, mas o pouso ocorreu com sucesso.
1966 – Gemini 8
Na tentativa de realizar o primeiro acoplamento entre duas naves dos Estados Unidos, Neil Armstrong e David Scott conectaram a Gemini 8 ao módulo Agena. Logo após a manobra, o conjunto começou a girar; a separação piorou a situação porque um propulsor da Gemini travou, acelerando a rotação a uma volta por segundo. A força centrífuga quase levou os astronautas ao desmaio. Armstrong utilizou o sistema de controle de reentrada para estabilizar a cápsula, abortou a missão e retornou em segurança.
1985 – Salyut 7
Em junho de 1985, a estação soviética Salyut 7 ficou sem energia e comunicação, transformando-se em um “zumbi” em órbita. Vladimir Dzhanibekov e Viktor Savinykh foram enviados para resgatá-la. Ao se aproximarem, viram a estrutura girando descontroladamente. Dzhanibekov sincronizou manualmente a rotação da Soyuz e acoplou-se à estação. No interior, encontraram temperaturas abaixo de zero, escuridão total e ar rarefeito. Após meses de reparos, restabeleceram as operações da plataforma.
1969 – Módulo lunar Eagle
Durante a descida de Neil Armstrong e Buzz Aldrin rumo à superfície da Lua, o computador do Eagle disparou alarmes de sobrecarga, levando a nave em direção a uma cratera. Armstrong assumiu o controle manual e buscou um terreno plano, consumindo quase todo o combustível. Quando pousou, restavam apenas 17 segundos de reserva.
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1970 – Apollo 13
A terceira missão tripulada à Lua sofreu a explosão de um tanque de oxigênio. Com sistemas desligados, falta de aquecimento e suprimento limitado, a tripulação enviou o alerta: “Houston, we’ve had a problem”. Os astronautas transformaram o módulo lunar em bote salva-vidas, improvisaram filtros de ar com fita adesiva, calcularam o curso manualmente, contornaram a Lua para ganhar impulso e retornaram à Terra após quatro dias de incerteza.
Apesar dos finais felizes nesses cinco casos, acidentes como Apollo 1, Challenger, Columbia e Soyuz 1 lembram que cada avanço na exploração espacial envolve riscos elevados.
Com informações de WizyThec

