Anatel exclui registros e coloca 22 mil provedoras de internet fixa na clandestinidade

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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começou, nesta quinta-feira (30), a cancelar o cadastro de milhares de empresas de banda larga fixa que não possuem autorização para operar. Com a medida, cerca de 22 mil provedores — aproximadamente 23% do total em atividade no país — perdem a outorga e passam a ser classificados como clandestinos.

Fim da isenção para pequenos provedores

Até julho deste ano, companhias com até 5 mil clientes estavam dispensadas de pedir autorização formal. A regra beneficiava 10.540 empresas. O Conselho Diretor da Anatel revogou a isenção em julho e concedeu 120 dias para adequação, prazo encerrado na quarta-feira (29).

Consequências legais

Operar sem licença configura crime previsto na Lei Geral de Telecomunicações, punido com dois a quatro anos de detenção, pena que pode aumentar em 50% se houver danos a terceiros. O número de assinantes afetados não foi informado.

Baixa adesão ao envio de dados

Além da outorga, as empresas devem repassar informações periódicas sobre o setor. Segundo a Anatel, 45% dos provedores não cumprem essa obrigação; entre os que atuavam sem licença, o índice chega a 56%, elevando o nível de informalidade e dificultando políticas públicas para expansão da conexão.

Adequações em andamento

Dados enviados pela agência mostram que:

  • 12.054 empresas tinham autorização antes do fim da isenção;
  • até terça-feira (28), o total subiu para 16.002;
  • 3.588 provedores regularizaram a situação nos últimos meses;
  • 1.661 iniciaram o processo;
  • 5.291 não deram entrada na documentação.

Como obter a outorga

Para regularizar-se, o provedor deve apresentar a documentação exigida e pagar taxa de R$ 400. Se tudo estiver correto, a análise leva três dias.

Serviço não será cortado de imediato

A superintendente de fiscalização da Anatel, Gesilea Teles, afirmou que a agência tem autorização para suspender o serviço, mas adiará a interrupção porque algumas empresas atendem hospitais, prefeituras e órgãos de segurança. Segundo ela, será dado prazo para que esses clientes migrem para outros provedores ou que as empresas obtenham a licença.

Com informações de WizyThec

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