Um estudo conduzido pela Wharton School, em parceria com a Universidade Estadual do Novo México, indica que assistentes de inteligência artificial economizam tempo na busca por informações, mas tendem a prejudicar a profundidade do aprendizado.
Quem participou
Mais de 10 mil voluntários foram avaliados em tarefas práticas — entre elas, plantar hortas, adotar hábitos saudáveis e reconhecer golpes financeiros. A pesquisa foi liderada pelas professoras Shiri Melumad e Jin Ho Yun.
Tempo de consulta
Nos testes, usuários do ChatGPT levaram em média 585 segundos para dominar um tema, enquanto aqueles que recorreram ao Google gastaram 743 segundos.
Qualidade do conteúdo
Os textos gerados por IA foram classificados como mais curtos, repetitivos e com menos referências factuais. Já os conselhos elaborados a partir de links da web exibiram vocabulário mais diverso e citavam um número maior de entidades factuais.
Percepção dos participantes
Somente 25 % dos leitores preferiram orientações criadas por IA, ao passo que metade escolheu material originado de buscas tradicionais. Além disso, quem recebeu resumos automáticos relatou menor sensação de aprendizado.
Imagem: Aeka
Engajamento reduzido
Mesmo quando os resumos de IA ofereciam links para artigos completos, apenas um em cada quatro participantes clicou neles, convertendo a investigação em uma leitura predominantemente passiva.
Os autores concluem que, embora a inteligência artificial agilize a coleta de dados, o esforço mental exigido pela navegação em múltiplas fontes segue essencial para construir conhecimento mais sólido.
Com informações de WizyThec

