O cometa 3I/ATLAS, terceiro objeto interestelar já identificado, atingiu seu ponto de maior aproximação do Sol às 8h47 (horário de Brasília) desta quarta-feira, 29 de outubro de 2025. No periélio, o corpo celeste ficou a 1,36 unidade astronômica (cerca de 204 milhões de quilômetros) da estrela.
Descoberto em julho, o 3I/ATLAS chamou a atenção da comunidade científica por trazer material originado fora do Sistema Solar. A passagem próxima ao Sol provoca a sublimação do gelo no núcleo, formando a característica cauda brilhante e a coma ao redor do objeto.
Baixo risco de fragmentação
Modelos do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA indicam que, apesar do aquecimento, a probabilidade de ruptura significativa é pequena. Especialistas acreditam que o núcleo permanecerá praticamente intacto, permitindo acompanhamento detalhado nas próximas semanas.
Quando observar
Segundo o guia InTheSky.org, o cometa volta a ser visível a partir de 3 de novembro, pouco antes do amanhecer, a cerca de 9° acima do horizonte leste, na constelação de Virgem. A cada dia, o objeto aparecerá aproximadamente 10 minutos mais cedo e ligeiramente mais alto, até 17 de novembro.
Nesse intervalo, o 3I/ATLAS deve apresentar brilho de magnitude 11 — suficiente para telescópios amadores de médio porte. A expectativa é de uma coma maior e mais luminosa, resultado da liberação de gases e poeira durante a passagem pelo periélio.
Imagem: CCOR
Despedida em 2026
Depois de cruzar as constelações de Virgem e Leão entre novembro e dezembro, o visitante seguirá rumo a Gêmeos em 2026, deixando definitivamente o Sistema Solar. O 3I/ATLAS sucede o asteroide 1I/ʻOumuamua (2017) e o cometa 2I/Borisov (2019) como raros mensageiros vindos de outras estrelas.
O avanço na detecção precoce de objetos interestelares — destaque para o Telescópio Vera C. Rubin, no Chile — deve ampliar o número dessas descobertas nos próximos anos, oferecendo novas pistas sobre a formação de sistemas planetários além das fronteiras solares.
Com informações de WizyThec

