Cerca de quatro milhões de casos de dengue foram registrados globalmente desde janeiro, com quase duas mil mortes confirmadas. Diante do avanço da doença e da expansão do Aedes aegypti favorecida pelas mudanças climáticas, pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, desenvolveram um método biológico para conter o vetor.
Fungo modificado libera aroma floral
A equipe norte-americana criou uma cepa do fungo Metarhizium geneticamente alterada para produzir longifoleno, composto de cheiro adocicado semelhante ao das flores. O odor atrai mosquitos transmissores de dengue, zika, chikungunya e malária, que, ao entrarem em contato com o microrganismo, são infectados e morrem em poucos dias.
Segundo os testes descritos na revista Nature Microbiology, o método eliminou entre 90% e 100% dos insetos expostos.
Alternativa aos pesticidas químicos
Os pesquisadores ressaltam que o fungo não oferece risco a pessoas nem a outros animais. Além disso, pode ser cultivado em substratos de baixo custo, como fezes de galinha, cascas de arroz e restos de trigo, o que facilita a adoção em países de baixa renda — justamente os mais afetados por doenças transmitidas por mosquitos.
Imagem: intst
O próximo passo será a realização de estudos em larga escala para avaliar a eficácia em ambiente aberto e buscar a aprovação de órgãos regulatórios.
Com informações de WizyThec

