Milhares de espécies de microrganismos habitam a pele, as mucosas, a boca e o intestino de cada pessoa. Essa comunidade invisível, conhecida como microbiota humana, reúne bactérias, fungos, vírus e até pequenos ácaros que, na maioria das vezes, exercem funções essenciais para a saúde.
Veja oito exemplos de microrganismos que vivem no corpo humano e frequentemente passam despercebidos:
Demodex
Dois tipos de ácaros, Demodex folliculorum e Demodex brevis, ficam alojados nos folículos dos pelos e nas glândulas sebáceas, sobretudo no rosto. Eles consomem células mortas da pele e oleosidade natural. Normalmente não causam sintomas, mas, quando se multiplicam em excesso, podem provocar coceira, irritação, vermelhidão ou contribuir para quadros como rosácea e blefarite.
Staphylococcus epidermidis
Presente na superfície da pele e em mucosas como boca, nariz e trato geniturinário, essa bactéria funciona como barreira contra micróbios invasores e auxilia no equilíbrio imunológico local. Embora seja considerada benéfica, pode se tornar perigosa se atingir feridas ou tecidos internos.
Streptococcus salivarius
Uma das primeiras bactérias a colonizar o corpo de recém-nascidos, o S. salivarius ocupa língua, bochechas e garganta. Ele ajuda a controlar outros microrganismos bucais, contribuindo para a prevenção de mau hálito e cáries.
Helicobacter pylori
Capaz de sobreviver ao ambiente altamente ácido do estômago, o H. pylori se instala na mucosa gástrica e pode permanecer ali por toda a vida. Em grande parte das pessoas, a infecção não provoca sintomas, mas algumas cepas estão associadas a gastrite, úlceras e aumento do risco de câncer gástrico.
Lactobacillus
Conhecido pelos alimentos probióticos, o Lactobacillus também vive naturalmente no intestino e nas regiões genitais. Ele produz ácido lático, dificulta a proliferação de micróbios nocivos, auxilia na digestão, favorece a absorção de nutrientes e participa da síntese de vitaminas do complexo B.
Imagem: Wikimedia domínio público
Bacteroides fragilis
Residente do intestino grosso, o B. fragilis ajuda a aproveitar nutrientes e a manter o sistema imunológico equilibrado. Se sair do intestino — situação que pode ocorrer após cirurgias, ferimentos ou doenças que comprometem a barreira intestinal —, torna-se responsável por infecções.
Escherichia coli
No intestino humano, a E. coli produz vitamina K, fundamental para a coagulação sanguínea, e impede a fixação de microrganismos patogênicos. A maioria das cepas é inofensiva, mas algumas variantes podem causar diarreia e outros problemas.
Candida albicans
O fungo C. albicans integra a microbiota da boca, do intestino e do trato genital. Quando o sistema imunológico está equilibrado, ele permanece em níveis baixos. Redução de imunidade ou uso prolongado de antibióticos, porém, favorecem seu crescimento e podem levar à candidíase.
Esses organismos ilustram a complexa e, em grande parte, benéfica convivência entre o corpo humano e sua microbiota.
Com informações de WizyThec

