A NASA estuda cancelar o acordo de US$ 2,9 bilhões firmado em 2021 com a SpaceX para fornecer o módulo de pouso da missão Artemis 3, que pretende levar astronautas de volta à Lua. A possibilidade foi mencionada pelo administrador interino da agência, Sean Duffy, na última segunda-feira (20).
“Eu adoro a SpaceX; é uma empresa incrível. O problema é que eles estão atrasados. Estamos em uma corrida contra a China”, afirmou Duffy à emissora norte-americana CNBC.
Blue Origin surge como alternativa
Segundo o dirigente, o “plano B” envolve a Blue Origin, que possui contrato separado para entregar um sistema de pouso a partir da Artemis 5. “Vou abrir o contrato e deixar outras empresas competirem com a SpaceX, como a Blue Origin”, declarou.
A SpaceX, controlada por Elon Musk, reconhece os atrasos no desenvolvimento da Starship, mas contesta a capacidade da rival de cumprir o cronograma. “A Blue Origin nunca entregou uma carga útil à órbita, muito menos à Lua”, escreveu Musk na rede X. O foguete New Glenn, principal aposta da Blue Origin, colocou um protótipo da nave Blue Ring em órbita apenas uma vez, em janeiro, enquanto a empresa realiza voos suborbitais com o New Shepard.
Atrasos no programa Artemis
O cronograma do programa lunar da NASA também enfrenta obstáculos. A Artemis 2, que sucederá a missão não tripulada lançada em 2022, foi adiada duas vezes e agora tem lançamento estimado para 2026. Já a Artemis 3, originalmente prevista para 2024, passou para meados de 2027.
Imagem: Blue Origin
A versão da Starship que servirá como módulo de pouso voou 11 vezes até o momento e sofreu diversas explosões nos testes recentes, colocando em dúvida a prontidão para a meta de 2027.
Se a NASA decidir rescindir o contrato atual, uma nova disputa comercial poderá redefinir a próxima etapa do retorno humano à superfície lunar.
Com informações de WizyThec

