Planetas nascem com características distintas de acordo com a época em que se formam, conclui uma pesquisa publicada em setembro na revista Astrophysical Journal Letters. A equipe liderada por Jason Steffen, professor da Universidade de Nevada, utilizou simulações para analisar como a vida e a morte de estrelas vizinhas influenciam a composição e a densidade dos mundos recém-criados.
Durante dez anos, os pesquisadores desenvolveram um software para investigar fenômenos astronômicos de menor escala. Com uma pequena adaptação no código, foi possível integrar todas as etapas do processo e gerar o primeiro modelo completo de formação planetária. “Era como ter a solução em mãos, esperando o problema certo”, afirmou Steffen em comunicado.
Estrelas massivas vs. estrelas de baixa massa
O estudo indica que estrelas massivas, que queimam seu combustível em cerca de 10 milhões de anos, explodem cedo e lançam elementos como silício e magnésio no espaço. Esses materiais compõem as camadas externas de planetas rochosos, resultando em mantos espessos e núcleos relativamente pequenos.
Já estrelas de menor massa podem viver por bilhões de anos. Quando entram em colapso, liberam elementos pesados, como ferro e níquel. Esses componentes se acumulam nos centros planetários, formando núcleos metálicos mais densos e volumosos.
Implicações para a habitabilidade
Ao simular todo o ciclo, do nascimento estelar à estrutura interna dos planetas, a pesquisa sugere que os ingredientes essenciais à vida não surgem simultaneamente. “Muitos dos elementos necessários para um planeta habitável e para organismos vivos são disponibilizados em momentos diferentes da história galáctica”, observou Steffen.
Imagem: NASA
Segundo os autores, essa diferença temporal pode explicar por que planetas rochosos mais antigos tendem a apresentar maior densidade em comparação aos mundos formados mais tarde.
Com informações de WizyThec

